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Olhar Feminino
![]() Como superar uma perda
por: Vivi Freitas
03-03-10
Impotência, frustração, dor,
choro, sentimento de fracasso, perde-se a esperança e a vida parece não ter
mais sentido
Todos perdemos algo ou alguém e vemo-nos massacrados por esse turbilhão de sentimentos que parecem, primeiro, deixar-nos sem atitude e, depois, com o passar dos dias, matam-nos pouco a pouco. Eu já também já perdi, nalguns momentos da minha vida: quando me casei, tive que deixar a casa do meus pais para assumir a minha nova condição de esposa. Cabia-me, agora, a tarefa de formar uma família e tive um ótimo exemplo em casa! Alguns anos depois, sentia-me realizada: como esposa, como mãe, como a melhor amiga da minha filha… Mas aconteceu algo inesperado – perdi os meus filhos – os dois ao mesmo tempo. Tudo se desmoronou, sofri muito e chorei. Vi-me sem forças, mas consegui vencer esse sentimento que domina por completo a nossa razão. Para ser sincera, parecia que não iria suportar aquela dor cruel. Só existiam lembranças boas, saudades e uma voz tenebrosa que me parecia compreender, porém, era acusadora. Estava fraca e muito sensível! Então, fiz o que sempre aprendi. Pedi forças a Deus, porém, os sentimentos e a lembrança do passado mantinham-me presa à dor. Não conseguia ver além, nem o melhor para mim. Parecia ter perdido o meu chão, mas vi que enquanto alimentava aquele sofrimento, este não iria embora, mesmo crendo em Deus. Deus falava comigo, a voz d’Ele era bem baixinha. Descobri uma coisa, a voz do meu ego era mais forte do que a d’Ele. É claro que Ele me respeita e deixou-me tomar as minhas próprias decisões. E eu tomei-as, contra a minha vontade. Fui ao altar de Deus e ofereci aquilo que não queria entregar. Mas, entreguei, chorando e sabendo que estava a nutrir algo que não me trazia nenhum benefício. Decidi entregar não somente os meus filhos, mas também os sonhos de ter outros para substituir aquela dor. Quando desci daquele altar, vi-me como se estivesse diante de um espelho. E vi o quanto estava a lutar somente pelos meus direitos (como mãe) e a não dar o meu apoio aqueles que sofrem. Mas, você tem o direito de ser feliz! Sim, tenho todo o direito! Porém, não tinha como trazer os meus filhos de volta! E porquê continuar alimentando somente os meus sentimentos, que não me traziam nada de novo? Realmente, tive que ser dura comigo mesma, a ponto de não ser compreendida pelas demais pessoas. Foi isso que me capacitou, porque dei a Deus o que eu mais queria. O sentimento é a força do nosso coração, que se alimenta do sentir, de tudo o que machuca. Mas o que nos salva e capacita para sermos livres é o ato de dar. Se, hoje, tenho forças para relatar algo tão pessoal, é para que você saiba que também sou “humana” e sujeita às mesmas perdas que você. Mas de onde tirei forças, de onde veio o socorro? Tudo se fez novo dentro de mim, tive milhares de filhos (não biológicos), que me trazem mais alegria e sinto-me mais realizada, porque são filhos que dão valor a todos os meus ensinamentos. E como pessoa e ex-mãe? Sinto-me livre e muito feliz, com o que Deus fez dentro de mim. Tudo se fez novo, a Vivi egoísta foi-se embora. Por isso, seja o que for que você tenha perdido, já se foi, existem novas conquistas esperando por si. Não seja escrava(o) dessa dor, você pode ser mais forte do que ela! Comentar |
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por: João Filipe
Quando a esperança nos
políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode
fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
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