
|
Reportagem
![]() 3ª maior barragem no “pulmão” do Planeta
por: Nilza Vaz
03-03-10
O Ministério do Ambiente brasileiro
já deu “luz verde” ao início das obras de construção da terceira maior barragem
do Mundo, precisamente no seu “pulmão”. Os opositores já denunciaram que a obra
vai alagar 51 mil hectares de floresta e desalojar populações indígenas
Carlos Minc, o ministro do Ambiente , anunciou, no início deste mês, a licença prévia para a construção da hidroeléctrica de Belo Monte, no rio Xingu (afluente do Amazonas) no estado do Pará, no âmbito do Programa brasileiro de Aceleração do Crescimento. A unidade terá uma capacidade de produção de onze mil megawatts (MW) e custará 7,9 mil milhões de euros. Belo Monte será a segunda maior barragem do Brasil e a terceira maior do Planeta. Mas quem vencer o concurso para adjudicação da obra terá que arcar com um custo estimado em 1,5 mil milhões de reais (574 milhões de euros) em contrapartidas ambientais. Este será o maior valor alguma vez exigido a uma barragem. Estão previstas medidas de compensação que incluem a melhoria das condições de vida das populações locais – como obras de saneamento, habitação e transporte – e recuperação ecológica e planos de gestão de fauna e flora. Povos indígenas e ambientalistas contra Mas esta barragem – tida como necessária para o desenvolvimento do Brasil, que depende da energia hidroelétrica em 80 por cento – conta com o protesto das populações indígenas que vivem nas margens do rio Xingu e de ambientalistas. A começar, a barragem deverá inundar cerca de 500 quilómetros quadrados de terras e secar cem quilómetros de rio, onde vivem milhares de indígenas e pequenos agricultores. Durante a construção da barragem chegarão a esta zona da floresta mais de 200 mil pessoas, “provocando o aumento na desflorestação em diversos municípios da bacia do rio Xingu”, sublinha a “Greenpeace” no Brasil. “Lamento muito que tenham concedido esta licença. Esta barragem será o caos”, disse o bispo de Xingu, Erwin Kräutler, citado pela AFP, referindo-se às graves consequências para as populações locais e para o Ambiente. O “Movimento Xingu Vivo” denuncia que a barragem “poderá ser o maior desastre ambiental da nossa História” e lembra que 20 mil pessoas ficarão sem casa. Este movimento lamenta que parte da energia produzida vá alimentar empresas que já estão a destruir a Amazónia. “Isso deixará apenas destruição, miséria, fome e violência para toda a biodiversidade dos 13 municípios que sofrerão os impactos do Belo ‘Monstro’”, especialmente Altamira, Vitória do Xingu e Brasil Novo. Leia na íntegra na versão PDF Comentar |
|
por: João Filipe
Quando a esperança nos
políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode
fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
|
| |
|
Newsletter
Receba as nossas notícias diariamente na sua caixa de correio.
|
RSS FeedReceba comodamente toda a informação em destaque na Folha de Portugal, saiba como aqui.
|
|
O Tempo
Sexta-feira
32º
17º
Sábado
31º
17º
Domingo
32º
19º
|

Comentar
RSS Feed