Editorial
Orçamento possível ou necessário?
por: João Filipe
04-02-10

O nosso Governo apresentou, na passada semana, o Orçamento Geral do Estado, que representa a lei que permite ao Governo dirigir o País, ou seja, permite a despesa pública, assim como criar receitas. Esta lei possibilita que o País tenha o seu equilíbrio financeiro e económico, como permite também que o Estado aumente ou diminua a sua capacidade de endividamento.

Esta proposta, para poder ser aplicada, tem de “enfrentar” a votação na Assembleia da República. Mas, não se trata apenas de uma votação, como aquela que o Governo está a negociar com a oposição, pois, para além desta, terá de enfrentar uma votação na especialidade, ou seja, rubrica a rubrica, qual ou quais as despesas que serão feitas, em que Ministérios, assim como onde se irão buscar as receitas para suprir as despesas pensadas, tais como impostos.

Por este facto existiram tantas negociações para a aprovação do Orçamento de Estado (OE). Os partidos mais à esquerda do PS, tais como PCP, Os Verdes e Bloco de Esquerda, vão votar contra o orçamento que apelidam de “direita”. Já os partidos mais à direita, PSD e CDS/PP, configuraram as maiores maratonas de negociações para viabilização do OE. Mas, como o Governo não acatou todas as exigências dos referidos partidos, estes vão-se abster. Ora, aqui está o “x” da questão, pois quando enfrentamos um ato eleitoral, existe um elevado nível de abstenção, todos criticam a falta de participação, mas, depois, os nossos representantes na Assembleia fazem o mesmo, sob um novo conceito, o de “abstenção responsável”.

Os partidos poderiam, se concordam com a maioria das medidas, votar a favor. Na votação na especialidade votariam contra ou se abstinham nas medidas com que menos concordam, por isso, o nosso País, tem um partido com maior votação: chama-se “abstenção”.

É necessário tomar medidas concretas, corajosas, para se poder inverter o rumo das coisas, tomar medidas sem pensar nos votos e sim na solução dos problemas, enfim, ser verdadeiramente responsável pelos destinos do nosso País porque, afinal, foi para isso que o povo os elegeu.

Tenha uma boa leitura!
por: João Filipe
Quando a esperança nos políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
 
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