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Entrevista
![]() Nayma Mingas – “A minha mais-valia não é ser negra, é ser uma boa profissional”
por: Aisha Rahim (cedida por revista Plenitude)
04-02-10
A manequim internacional, que
divide o seu tempo entre Portugal e Angola, fala-nos da sua carreira e do mundo
da moda
1 – De onde surgiu o desejo de ser designer de moda? Das minhas tias-avós que eram muito ligadas às artes. E, em Angola, a minha mãe tinha uma coleção de “Vogues” dos anos 70, que eu observava com muita atenção. Depois dava a “Miss Mundo” na televisão e eu adorava aqueles vestidos longos. E como gostava de desenhar também... 2 – E como é que se tornou manequim? O meu pai recebia muitos convites na embaixada para desfiles e eu ia a tudo. Via sempre um manequim lindo, o João Carlos, que acabei por conhecer uma noite quando fomos a um espaço onde ele trabalhava. Ele olhou para mim, achou-me muito alta, perguntou-me a minha idade e se queria ser manequim. Achei o máximo. 3 – Qual foi a reação dos seus pais? O meu pai não gostou muito. Mas fiz sempre questão de apresentar os meus agentes aos meus pais. Passado pouco tempo, os meus pais descobriram que não havia nada de mal, que era uma carreira em que estava a trabalhar com pessoas sérias – foi mais fácil prová-lo porque tive sucesso rapidamente. 4 – Foi introduzida no mundo da moda por angolanos (João Carlos e Zé Carlos). Como foi? Acabei por me adaptar com pessoas que sabiam de onde vinha e que me faziam sentir em casa. Foi assim que comecei a achar um bocadinho mais de piada a estar na Europa. 5 – A fama de uma manequim depende de um golpe de sorte? Sim, estava no lugar certo, à hora certa. Fui batizada pelos principais criadores. Embora muitos me tenham dito que não e houve até quem me dissesse coisas horríveis. Na altura, havia pouquíssimas modelos negras. Eu não era a jovem de olhos claros e cabelo ondulado quase liso. Eu era o chocolate mais escuro. Houve preconceito. Leia na íntegra na versão PDF Comentar |
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por: João Filipe
Quando a esperança nos
políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode
fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
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