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Portugal em Xeque
![]() ![]() O terramoto de Lisboa de 1755
por: Luís Farinha
28-01-10
Agora, por efeito do sismo
gravíssimo que abalou o Haiti, nas Caraíbas, vêm à memória os riscos que
Portugal corre na eventualidade de sofrer uma situação de tamanha envergadura.
Guardando as devidas diferenças, como a área atingida cá e lá, lembramos aqui o
que foi o terramoto de Lisboa, ocorrido em 1755
Logo pela manhã, no dia 1 de Novembro de 1755, as ruas de Lisboa regurgitavam de gente. As igrejas, cheias de fiéis, celebravam o dia de Todos-os-Santos, uma data festiva, como era da tradição. Às nove e meia, inesperadamente, a terra começou a tremer e assim continuou durante sete longuíssimos minutos. As fortes vibrações, que se sucediam, foram fazendo ruir edifício atrás de edifício, transformando a cidade numa ruína indescritível. Passado este primeiro abalo, o cenário era desolador. Por todo o lado, montes de pedra e caliça, acompanhados de incêndios de grandes proporções iam reduzindo a cinza os escombros que se amontoavam, espalhando o terror. “Colunas de fumo e de poeira tornavam o ar irrespirável, enquanto centenas de pessoas jaziam soterradas e os mortos enchiam as ruas”. “Enterrar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos” Pelas 11 horas, fez-se sentir um novo abalo de menor intensidade. Fazendo aumentar o pânico geral as águas do Tejo, numa demonstração de força que hoje é conhecida por tsunâmi, levantaram-se, gigantescas, destruindo as embarcações que andavam ou estavam fundeadas por ali. Galgando os acessos à parte baixa da cidade, o rio foi então engolindo tudo o que encontrava no seu caminho. Entretanto, ao longo do dia deram-se novas oscilações sísmicas, acentuando as colunas de fumo e de poeira e tornando o ar cada vez mais irrespirável. Enquanto isso, a gatunagem, desenfreada, saciava os seus instintos de rapina, violando os domicílios, não poupando as pessoas indefesas. “Móveis, bibliotecas, cofres e alfaias, objetos de valor e de uso comum, tudo foi desaparecendo na voragem”. Na ânsia de encontrar salvação no meio da tremenda tragédia, muita gente fugiu para os pontos altos da cidade e para os arredores, deixando atrás de si casas destruídas e familiares mortos. Perante a dimensão da catástrofe, ainda no dia 1 de Novembro, o rei D. José viu-se aconselhado a “enterrar os mortos, cuidar dos vivos e fechar os portos”. Não foi Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, quem pronunciou essa frase que lhe tem sido atribuída até à atualidade. Quem a exprimiu como lema da atuação governativa foi D. Pedro de Almeida, marquês de Alorna. Balanço da catástrofe Contra o que é comum pensar, não foi apenas a cidade de Lisboa que sofreu os efeitos terríveis do violento sismo. Sabe-se que a Estremadura foi particularmente atingida, num espaço que envolveu a zona da costa até Peniche, Leiria, Alcobaça e Ourém e, no curso terminal do Tejo, as vilas de Santarém e Benavente. Também a foz do Sado sentiu efeitos em toda a península, de Setúbal a Sines. Dentro dos dois perímetros, muitas terras tiveram graus de intensidade 10 e 9.0, como Torres Vedras, Alenquer, Cascais, Alcácer do Sal e Grândola. Do mesmo modo, a zona da costa até ao cabo de S. Vicente e a franja marítima do Algarve sofreram muitas ruínas. Embora com menos intensidade a terra tremeu ainda no Sul da França e Norte de África. No terramoto morreram 60 mil pessoas e, só em Lisboa, que na época contava com 250 mil habitantes, morreram cerca de 20 mil. As réplicas continuaram durante os três dias seguintes e, nesse período, os incêndios multiplicavam-se. O Rossio, o Arco da Rua Augusta e as ruas paralelas e perpendiculares, que até então não existiam, foram construídas por ordem do Marquês de Pombal, sendo que ainda hoje a maioria dos prédios existentes na baixa de Lisboa vêm dessa época longínqua. (Segundo dados recolhidos na “História de Portugal”, volume VI, de Joaquim Veríssimo Serrão) Leia na íntegra na versão PDF Comentar |
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por: João Filipe
Quando a esperança nos
políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode
fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
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