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Reportagem
![]() Reino Unido – Geração Talidomida
por: Nilza Vaz
28-01-10
O governo britânico pediu
desculpas e atribuiu verbas às vítimas ainda vivas da talidomida, cerca de 20
milhões de euros
Criada na Alemanha, em 1957, tornou-se um dos maiores desastres d a Medicina. Um medicamento que parecia inofensivo para dores de cabeça, insónias e enjoos, tão inofensivo que era prescrito a grávidas (para combater os enjoos matinais), e que foi descrito como sendo seguro em testes animais, foi o responsável por mais de 10 mil casos de malformações graves em fetos, em 46 países do Mundo. Muitos bebés não chegaram a nascer devido aos problemas graves que desenvolviam durante a gestação. Os Estados Unidos nunca o chegaram a adotar. No final dos anos 1960, foram descritos na Alemanha, Reino Unido e Austrália os primeiros casos de malformações congénitas onde crianças passaram a nascer com focomielia, mas não foi imediatamente óbvio o motivo para tal doença. Foi apenas em 1962 que a relação entre a talidomida e as deformações nos fetos foi confirmada e o medicamento proibido para grávidas ou, em alguns casos, em mulheres em idade fértil. Outros países baniram-no. O caso inglês Há muito tempo que os sobreviventes da chamada “geração da talidomida” no Reino Unido reivindicavam um apoio estatal para apoiar as despesas de saúde que tinham e que aumentavam com o avançar da idade, mas foi apenas no passado dia 15 de Janeiro que o Governo britânico pediu desculpas às vítimas, confirmando a atribuição de uma verba de 22 milhões de euros. O secretário de Estado para a Saúde, Mike O’Brien, expressou a “sincera contrição e a profunda simpatia” do Governo às vítimas da talidomida. “Reconhecemos, ao mesmo tempo, o sofrimento físico e os problemas emocionais que afetaram as crianças atingidas e as suas famílias”, acrescentou O’Brien. A verba reverterá a favor do “Talidomida Trust”, uma associação que reúne 466 vítimas e que foi criada para gerir os 28 milhões de indemnização pagos pela Distillers Biochemicals, a empresa que comercializava a talidomida no Reino Unido. O dinheiro permitirá às vítimas adaptarem as suas casas aos imperativos dos seus problemas físicos. Leia na íntegra na versão PDF Comentar |
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por: João Filipe
Quando a esperança nos
políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode
fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
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