Poucas salas e educadoras para
muitas crianças, instalações com defeitos e ausência de espaços para o
recreio... era este o retrato das creches e jardins de infância em cidades,
como Lisboa e Porto, no início da década passada, desde então, pouco ou nada mudou,
porém, a promessa está no ar
A construção de uma “rede
nacional de creches” não é uma proposta nova do Governo, já que o problema da falta
das mesmas também já é bastante antigo.
Na realidade, foi há dois anos, que
foi anunciada pelo primeiro-ministro, para o início de 2010 a construção de 400
novas creches, concretizando uma oferta suplementar de 18 mil lugares para crianças
até aos 3 anos. Segundo José Sócrates, a construção de uma rede nacional de
guarda de crianças, para resolver “um dos maiores problemas que enfrentam os
casais jovens atualmente”. O líder do Executivo considera que a falta de
creches é um “problema” de todo o País, pelo que o investimento nesta área
acabará por funcionar “como a promoção da natalidade”, afirmou.
Processo em andamento
No passado mês de Janeiro, o primeiro-ministro
anunciou que os equipamentos estão já em construção, estando previstas, para
este ano, cerca de 180 creches construídas, “que vão alargar a capacidade em cerca
de 7.855 lugares”, assegurou. Afirma-se também que, “no quadro do apoio às
famílias e à promoção da conciliação da vida familiar e profissional, o
Governo, já a partir de 2010, iniciará o esforço no sentido de garantir o compromisso
político de duplicar, ao longo da legislatura, o número de creches com horário
alargado” ou seja, a funcionar durante mais de 11 horas por dia.
No relatório do OE confirma-se também que, até 2013, com 600 novas
creches e 18 mil novos lugares para crianças menores de três anos, Portugal ultrapassará
a meta europeia de 33% de cobertura rede. Mas, em vez de 400 novas creches, aponta-se
600, correspondendo a mais de 150 milhões de euros de obras. Com uma cobertura de
pouco mais de 18%, Portugal era dos países mais atrasados da União Europeia no
que respeita à expansão da rede destinada às crianças mais novas.
Quando a esperança nos
políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode
fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
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