Do ponto de vista social, a tolerância
define a capacidade de uma pessoa ou grupo social aceitar, noutra pessoa ou
grupo social, uma atitude diferente das que são a norma no seu próprio grupo.
Numa conceção moderna é também a atitude pessoal e comunitária face a valores diferentes
daqueles adotados pelo grupo de pertença original
Num Mundo cada vez mais regido
pela rapidez em realizar tarefas e pelo trânsito caótico que afeta, sobretudo,
as grandes cidades, quem sai a ganhar é quase sempre o stress e quem sai a
perder é, normalmente, a paciência, e, por vezes, até mesmo a vida. Quase todos
os dias são cometidos atos bárbaros em situações do quotidiano, as quais poderiam
facilmente ser resolvidas com uma simples conversa, mas que acabam por evoluir
para pancadaria e morte. De acordo com uma investigação nacional do Instituto
Latino – do Delito e Tratamento do Delinquente, 70% dos homicídios são causados
por motivos insignificantes.
Stress altera comportamento
Para Geraldo Possendoro,
psiquiatra comportamental, quando a pessoa passa por um momento de stress ocorrem
alterações físicas que podem afetar o comportamento: “o corpo liberta cortisol,
uma hormona importante em momentos de tensão, quando o índice de glicose
aumenta no sangue. A pessoa também começa a respirar mais rapidamente e tem
taquicardia. Quando libertado repentinamente, o cortisol prejudica o sistema
imunológico, o que afeta a saúde e o sistema nervoso”.
O Dia Internacional para a Tolerância
Este dia foi instituído pela ONU
(16 de Novembro), em reconhecimento da Declaração de Paris, assinada no dia 12
de Novembro de 1995, tendo tido 185 Estados como signatários. A comemoração
desta data visa centrar a atenção do Mundo numa das maiores virtudes humanas: a
tolerância. Esta não deve ser confundida com passividade, complacência ou
indiferença, pois é um compromisso ativo e positivo em relação à diversidade
humana e, por conseguinte, é um princípio fundamental da democracia nas nossas
sociedades multi-étnicas e multiculturais.
SEXO FEMININO É O MENOS TOLERANTE
Um estudo do Emmnuel College, de
Boston, demonstrou que as mulheres formam uma impressão negativa dos seus
colegas mais rapidamente do que os homens. Os investigadores pediram a ambos os
sexos que analisassem os seus colegas de quarto sob diferentes perspetivas.
Quando julgaram os colegas por terem praticado um ato fictício com
comportamento negativo, o sexo feminino foi mais crítico, enquanto o sexo
masculino se mostrou bem mais tolerante.
Os cientistas concluíram que as
mulheres são mais severas porque têm mais expetativas numa relação de amizade
com alguém do mesmo sexo. Também é o sexo feminino que confere um peso maior a
atitudes más porque isso afeta a intimidade que têm com as amigas.
Quando a esperança nos
políticos começa a não ser mais do que uma utopia, quando parece que nada pode
fazer a vida melhorar, muitas pessoas procuram soluções por outros caminhos.
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